Profile
Manifest
I create because there are things that unsettle me. 
There are images, events, silences, and wounds in the world that I cannot simply lookat and forget.
Art is my way of giving them form, of asking questions about them and of creating space for others to look as well.
My work grows from this restlessness.
I aminterested in the human being: our fragility, our strength, our conflicts, andour capacity to love, destroy, resist, and transform.
I amalso interested in the planet we inhabit and in the relationship we establishwith it. I question the way we appropriate nature, consume, discard, and forgetthat we are part of something greater than ourselves.
For this reason, I do not seek simply to create beautiful images.
I seekto create images that remain.
Images that disturb when disturbance is necessary.
That question when the answers seem too easy.
That awaken us when we become accustomed to indifference.
Painting, sculpture, drawing, photography, object, and installation are different languages serving the same need: to transform restlessness into matter, and matter into awareness.
I believe art can be a place of encounter.
A place where the gaze lingers.
Where what was hidden can be revealed.
Where we can question what we have taken for granted.
Where an emotion can become a question and a question can open the way to new possibilities.
I do not seek to provide closed answers.I want to open possibilities for the gaze.
I wanteach work to be a kind of mirror of who we are and a window onto what we may still become.
I believe in an art that does not remain confined to the wall.
An art that engages with its time.
That becomes involved.
That questions.
That participates.
That can contribute to a more human and responsible awareness.
Creating, for me, means refusing to remain indifferent.
It istransforming what I see, feel, and question into language.
It isgiving visibility to the invisible.
It isseeking, through art, a way of understanding what moves through us and of making another way of seeing possible.
Because, ultimately, this is what I seek: to make visible what we prefer not to see, so that we can look, question, and perhaps transform.
Manifesto
Há imagens, acontecimentos, silêncios e feridas do mundo que não consigo simplesmente olhar e esquecer.
A arte é a minha forma de lhes dar corpo, de lhes fazer perguntas e de abrir espaço para que também outros possam olhar.
A minha obra nasce dessa inquietação.
Interessa-me o ser humano, a sua fragilidade, a sua força, os seus conflitos, a sua capacidade de amar, destruir, resistir e transformar.
Interessa-me também o planeta que habitamos e a relação que estabelecemos com ele. Questiono a forma como nos apropriamos da natureza, como consumimos, descartamos e esquecemos que fazemos parte de algo maior do que nós.
Por isso, não procuro apenas criar imagens bonitas. Procuro criar imagens que permaneçam. Que incomodem quando é preciso incomodar.
Que questionem quando as respostas parecem demasiado fáceis.
Que despertem quando nos habituamos à indiferença.
A pintura, a escultura, o desenho, a fotografia, o objeto e a instalação são linguagens diferentes para uma mesma necessidade: transformar inquietações em matéria e matéria em consciência.
Acredito que a arte pode ser um lugar de encontro.
Um lugar onde o olhar se demora.
Onde aquilo que estava escondido se revela.
Onde podemos questionar aquilo que tomámos como certo.
Onde uma emoção pode transformar-se numa pergunta e uma pergunta pode abrir caminho a novas possibilidades.
Não pretendo dar respostas fechadas.
Quero abrir possibilidades ao olhar.
Quero que cada obra possa ser uma espécie de espelho para aquilo que somos e uma janela para aquilo que ainda podemos ser.
Acredito numa arte que não fica confinada à parede.
Uma arte que dialoga com o seu tempo.
Que se envolve.
Que questiona.
Que participa.
Que pode contribuir para uma consciência mais humana e responsável.
Criar, para mim, é não permanecer indiferente.
É transformar o que vejo, sinto e questiono em linguagem.
É dar visibilidade ao invisível. É procurar, através da arte, uma forma de compreender aquilo que nos atravessa e de tornar possível um outro olhar. Porque, no fundo, é isso que procuro: tornar visível aquilo que preferimos não ver, para que possamos olhar, questionar e, talvez, transformar.
Between Languages
Travelling, encounters with art, and the study of ancient civilizations broadened my perspective and taught me that every culture inscribes itself upon the world through the marks it leaves behind. These traces have become the foundation of my artistic research. Writing was the first language through which these ideas found expression. When words were no longer enough, I turned to the image as another way of thinking. Photography, in the context of architecture, marked the beginning of that expansion and Painting gradually became the core of my practice, later extending into Sculpture and Object Art. Writing, which gave rise to this journey, continues to accompany my artistic research as an independent language. Each medium offers its own way of exploring the same questions, yet they all share the same conviction: transforming the way we see is the first step to wards transforming the way we relate to the world.
I write to give rest to what finds no peace with in me. I photograph to preserve the moment when the gaze encounters the world. I paint to make visible what we choose not to see. I sculpt to give form to the relationships that define us. I transform different objects, convinced that encounter transforms. Through my artistic practice, I seek to awaken a more attentive gaze, inviting reflection on the ways we relate to one another, to the planet and to the future we are building together.
What traces do we choose to leave in the world and what do they reveal about who we are?
Entre Linguagens
As viagens, o encontro com a arte e com as civilizações antigas, ampliaram o meu olhar e ensinaram-me a reconhecer que cada cultura se inscreve no mundo através das marcas que deixa. Essas marcas tornaram-se o centro da minha investigação artística. A escrita foi a primeira linguagem onde esse pensamento ganhou expressão. Quando a palavra deixou de bastar, procurei na imagem outra forma de pensar. A Fotografia em arquitetura foi o primeiro passo dessa expansão e mais tarde, a Pintura tornou-se o núcleo da minha prática, prolongando-se depois na Escultura e na Arte Objetual. A escrita, que esteve na origem deste percurso, continua a acompanhar toda a minha investigação artística como uma linguagem autónoma. Cada linguagem oferece uma forma própria de investigar as mesmas questões, mas todas partem da mesma convicção: transformar o olhar é o primeiro passo para transformar a forma como nos relacionamos com o mundo.
Escrevo para dar descanso ao que em mim não encontra sossego. Fotografo para preservar o instante em que o olhar encontra o mundo. Pinto para tornar visível aquilo que escolhemos não ver. Esculpo para dar forma às relações que nos definem. Transformo objetos diferentes, convicta de que o encontro transforma. A minha prática artística procura despertar um olhar mais atento, convidando-nos a refletir sobre a forma como nos relacionamos com o outro, com o planeta e com o futuro que construímos em comum.
Que marcas escolhemos deixar no mundo e o que revelam elas sobre quem somos?
Exposições
Exposições Individuais e Coletivas em Portugal, Espanha, Brasil, Itália, e França
Exposições Individuais
das 2 dezenas destaco:

2026    Fragmentos de Silêncio Quebrado, Galeria Tomás da Costa, janeiro;
2025    Planeta não se possui, Partilha-se! Galeria Paços do Concelho, Ponte da Barca, Maio a
          junho;
2023   O Planeta Nem Sequer é de Alguns!, Galeria da Casa Branca de Gramido, Gondomar,           Janeiro a Março;
       Olhar o Amanhã é ver Hoje, Espaço Cultural e Museológico, Casa da Granja,                    Amarante, Fevereiro a Abril;
2022  Um sentimento sem País no Mundo, Centro Cultural Multimeios, Espinho, Julho a           Agosto;
  Intimidade dos Elementos da Paisagem, Casa da Cultura de Avintes, Setembro;
2020  Marcas de Inspiração, Casa-Museu Soledade Malvar, V.N.Famalicão, Janeiro, Fevereiro           a Maio;
Porto, Centro de Cultura e Congressos, Galeria da Ordem dos médicos, Porto,          Fevereiro    
 Paisagens Lusitanas, a convite VII International Congresso Mechanics and Materials in          Design, Vidamar, Algarve, Junho;
2019  As Cores da Nacionalidade, Pousada Mosteiro de Guimarães, Abril a Junho;
2018  Mulher num Olhar Único, Galeria PT, Porto, Março;
2017  Así en la Tierra, Galeria Alanda Club, Marbelha, Espanha, Agosto;
2016 Urbano, Palácio da Bolsa, a convite da Semana da Reabilitação Urbana, Porto,           Novembro;  
 Entardecer das Águas Azuis, Instituto de Design de Guimarães, Abril;

Exposições Coletivas
da centena e meia, destaco

2026 A Mulher e a Constituição, Centro Cultural de Paredes;  
Pax, XV Exposição Mosteiro S. Salvador de Grijó,
2025 VI Bienal Internacional de Arte Gaia, Lever, 5 Abril a 12 Julho
VI Bienal Internacional de Arte Gaia, Pólo Póvoa do Varzim
VI Bienal Internacional de Arte Gaia, Pólo Esposende
VI Bienal Internacional de Arte Gaia, Pólo Valença
VI Bienal Internacional de Arte Gaia, Polo Lisboa …
VI Bienal Internacional de Arte Gaia, Ferrol …
Esperança, Mosteiro S. Salvador de Grijó;
        Sin Cera, Capela Barca do Lago
2024 Bienal Internacional das Artes em Madeira, Casa da Cultura de Paredes, Setembro a         Novembro;
Peregrinantes In Spem, Mosteiro de São Salvador de Grijó, Julho a Setembro;
Lugares e Identidades, Museu Naval de Ferrol, Espanha, Julho a Agosto;
Ecos do Silêncio, Casa da Cultura de Paredes, Julho Agosto;
Na Sequencia da Liberdade III, Casa da Presidência,  V. N. Gaia, Maio a Junho;
Liberdade Sempre, Galeria de Artes Visuais, Universidade Federal de Mato Grosso do         Sul, Abril a Maio;
50 Anos: Itinerário da Liberdade, Casa da Cultura de Paredes, Abril a Maio;
50 Anos do 25 de Abril, Biblioteca Municipal de V.N. Gaia, Abril a Maio;
25 de Abril, 25 Artistas, 50 Anos de Liberdade, Galeria de Arte Diogo de Macedo,         Olival, Abril a Maio;
2023 Dobrar o Tempo, Museu Municipal do Móvel, Paços de Ferreira, Dezembro a Fevereiro;
Abraço a Eugénio – centenário do poeta, Casa da Cultura de Paredes, Novembro a          Dezembro;
Atlânticos, Museu da Construção Naval de Ferrol, Galícia, Espanha, Julho a Agosto;
V Bienal Internacional de Arte Gaia, Abril a Julho;
Museu Municipal de Esposende, Polo Bienal Internacional Arte Gaia, Maio a Julho;
Artistas em Diálogo, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, Abril a Maio;
Museu da Régua, Auditório Municipal AUDIR, Peso da Régua, Abril a Maio;   
CHRISTUS VIVIT, XII Exposição Anual Coletiva de Arte, Mosteiro S. Salvador de         Grijó, Julho a Setembro;
A Brisa da Primavera, Centro Artes e Espetáculos, AAAGP, Figueira da Foz, Fevereiro;
2022 Centro Cultural Doctor Madrazo, Santander, Cantabria, Espanha, Julho;
MIR-Maison Internationale de Rennes, França, a convite da associação L`êttre, Abril;
Centenário José Saramago, Casa da Cultura de Setúbal, Junho;
Solidariedade - Paz, Centro Cultural Alto Minho, Viana do Castelo, Janeiro e Fevereiro;
Synodus, XI Exposição Anual de Arte, Mosteiro de São Salvador, Grijó, Julho a          Setembro;
2021 4ª Bienal Internacional de Arte Gaia, V.N.Gaia, Abril a Julho;
Piccolo Ma Non Troppo, Espaço Q, Rua Miguel Bombarda, Porto, Abril;
11º Salão Internacional de Arte em Pequeno Formato 20x20, Centro de Artes e          Espetáculos, Sala Zé Penicheiro, AAAGP, Figueira da Foz, Novembro a Dezembro;
2019  XII Bienal da Festa do Avante, Seixal, Setembro;
Re-encontro, Biblioteca Municipal de Penafiel, Janeiro a Fevereiro;
Concurso Internacional de Pintura e Escultura do Boeira Garden Hotel, Gaia, Março;
Prémio de Artes Plásticas “Henrique Silva”, Centro Cultural de Paredes, Novembro;
Caminhos para a Vida, Prémio Pintura 36ª Conferencia Rotary Internacional, Casa da         Musica, a convite do Rotary Internacional, Porto, Junho
2018 Imagem e Metáfora, Fórum Cultural de Ermesinde, Maio a Junho;
Alcarte, Centro Cultural de Alcochete, Setembro a Outubro;
Prémio Infante D. Luís às Artes, Edifício Cais da Vala, Salvaterra de Magos, Setembro a         Outubro;
XI Bienal Salão das Artes, Salão Nobre dos Paços do Concelho, Vidigueira, Outubro
2017 II Bienal Internacional de Arte Gaia, V. N. Gaia, Julho a Setembro;
Alcarte, Centro Cultural de Alcochete, Agosto a Setembro;
Centro Cultural Gil Vicente, Sardoal, II Concurso de Pintura, Setembro a Outubro;
Prémio Infante D. Luís às Artes, Salvaterra de Magos, Setembro a Outubro;
2016 VII Exposição de Arte Erótica, ARGO, Casa Branca de Gramido, Gondomar, Março a          Abril;
Primeira Triangulação de Azuis, Galeria Centro Cultural GNRation, Braga, Março;
ARTIS XIV , Festival de Artes de Seia, Casa Municipal da Cultura, Maio a Junho;
Instantes sobre dois Intentos, Casa das Artes, V. N. Famalicão, Junho e Julho;
Prémio Carmen Miranda, Museu Municipal, Marco de Canaveses, Julho a Agosto;
Summer Color, la Abstracción y el Neofigurativismo, Tàndem Art Gallery, Sabadell,          Barcelona, Espanha, Julho a Setembro;
X Bienal Salao das Artes, Salao Nobre dos Paços do Concelho, Vidigueira, Outubro;
Prémio Infante D. Luís às Artes, Edifício Cais da Vala, Salvaterra de Magos, Setembro a  Outubro;
2015 SNAP, Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, Braga,
Permanente Feminino, Palácio das Cardosas, a convite do British-Portuguese Chamber         of Commerce, Outubro;
2013 Un Ópera Per Firenze, Galeria Pinnaró, Firenze Itália, Fevereiro;
Projetos Coletivos
Centenário poetas portugueses:
• “Marmeu” e “Marcas de Inspiração” Sophia Melo Breyner Anderson – Casa Museu Soledade Malvar
• Abraço a Eugénio de Andrade – Casa Cultura Paredes
• Centenário José Saramago – exposição itinerante
Residência Artística - art residency – Quinta da Aveleda
Projetos Solidarios
Solidariedade e Paz – pela Paz no mundo e solidariedade com o povo da Palestina
Pedrogão Grande – solidariedade com as vitimas
Tiaguinho – solidariedade para uma criança com necessidade de várias cirurgias.
SNAP – solidariedade para campanha politica
Projetos Itinerantes
Exposições do coletivo de artistas do Espaço Q no interior do pais de 2016
até 2019, com projetos facilitadores da descentralização da Arte e Cultura, com exposições em locais mais distantes das grandes cidades, nomeadamente no interior do país.
Projetos Curatoriais
Os projetos de curadoria que desenvolvi nasceram do interesse em criar diálogos entre artistas, obras e públicos. Cada exposição procurou valorizar o tema proposto e promover espaços de reflexão e encontro com a arte contemporânea.
- Permanente Feminino, convidada para o evento do British-Portuguese Chamber of
Commerce, Palácio das Cardosas, 2015
- Instantes sobre dois Intentos, Casa das Artes, V. N. Famalicão, 2016
- Primeira Triangulação de Azuis, Centro Cultural GNRation, Braga, 2016
- M/14, Palacete Pinto Leite da Câmara Municipal do Porto, 2015 (co-curadoria)
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my works.
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