Esculturas construídas a partir de materiais reciclados, objetos marcados pelo tempo, pelo uso e pelo acaso. Cada peça carrega histórias silenciosas, ecos de outras vidas e funções passadas. Nada é neutro. Tudo guarda memória.
Entre o íntimo e o coletivo, a escultura torna-se lugar de encontro e cruzamento. A experiência pessoal dialoga com tradições e questões universais, revelando tensões, perguntas e silêncios que nos atravessam enquanto indivíduos e comunidade. A luz, o vazio, a textura e a presença física do corpo no espaço tornam-se essenciais, construindo sentidos que se revelam lentamente.
A escultura não procura respostas definitivas. Propõe antes um campo aberto de reflexão sensorial e simbólica, onde o olhar de cada visitante contribui para completar e transformar a obra.